quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Das leituras de John Sott



O Incomparável Cristo

Stott com simplicidade e um bom número de detalhes propicia em seu livro "O Incomparável Cristo" uma viagem pela história do cristianismo no aspecto de como homens intitulados cristão e não-cristãos tem percebido a figura de Jesus. Indo desde o Jesus histórico [homem comum, carpinteiro, rabino] até o Jesus Messiânico [Salvador, Rei dos Judeus, profeta] prioriza a informação em detrimento de explicações poéticas, formulando um mapa mental de como a história universal foi alterada a partir da figura do homem que, sem dúvida alguma, mudou o rumo da humanidade. Divido em quatro partes iremos restringir comentários aos pontos mais curiosos para nossa pessoa.

Uma das polêmicas tratadas no livro é o fato que Jesus designou dose apóstolos à missão do Evangelho para o mundo – o ide, mas outros homens também foram incumbidos do apostolado. O detalhe recai sobre a possibilidade de, logo após a ressurreição, o ensino de Cristo ter sofrido significativas alterações. Especificamente a desconfiança vem sobre Paulo. Híbrido de formação, cultura e nacionalidade, naturalmente sua mensagem seria passiva de contextualização, o que muitos entenderam como diluição. Mas observando os evangelhos vemos Jesus levando seus ensinos de modo contextualizado. Então porque desprezar o ensino do apóstolo que fora especificamente designado a transmitir o Evangelho para nós – os gentios? Tal feito não é um ato de injustiça ou ingratidão contra Deus? Porque o Espírito Santo iria inspirar Paulo a escrever sobre aspectos como batismo e transfiguração se o SENHOR prepararia quatro livros que trabalhariam temas de modo específico? Nós temos em Paulo excelência em erudição associada a um coração missionário. Isso é raríssimo até mesmo em grandes homens e mulheres da história da Igreja. E onde o apóstolo dos gentios calou-se com a boca e a pena, continuou a falar com os naufrágios e os ferimentos da violência sofrida mostrando uma das faces de Cristo – o servo sofredor.

Entram em cenas os contestadores do ensino de Paulo mostrando o ensino de Tiago. Exibem Paulo e Tiago e mostram Cristo. O que ocorre é que cada apóstolo não desfez o ensino de seu mestre, apenas aprofundou. Tiago continuou com as críticas à religião aparente, sem piedade e sem relação com o próximo, coisa que ecoou muito bem o ensino de Jesus. Tiago é um texto específico para convertidos, sendo natural ter ele trabalhado o ensino de amar a Deus sobre tudo e ao próximo como a si mesmo. Não desfaz o ensino da Graça e mostra Jesus como o maior mestre de moral.

O grande problema é que os inteligentes pensam de forma complicada. Como os "nerds" da matemática brincando com sentenças, desenvolvendo-as pelos caminhos mais complexos. E o uso excessivo de argumentações desenvolve labirintos, o que deixa muito claro que os contestadores dos apóstolos estavam a falar de si mesmos. Moldaram Jesus aos seus próprios interesses, fato contínuo em nossos dias. Questionaram sua deidade, humanidade, historicidade e outros elementos adequando a conveniência e tornando-o um serviçal e não O SENHOR, pragmático não?!

Portanto o motivo de criticar Jesus é esquivar-se de sua vida, seu ensino e estabelecer uma barreira psicológica contra as conseqüências. A deidade e humanidade de Cristo negadas levam a uma encruzilhada da não obrigação humana de cumprir [trazer cumprimento pessoal] as Escrituras, já que esta o deixaria imune ao pecado. Enquanto a humanidade tornaria os sinais, como a ressurreição, um mero conto épico. O objetivo da negação dessas características de Jesus é contradizer as implicâncias trazidas por elas – uma fuga, e não um "desrespeito declarado", apesar de biblicamente ser um grande pecado. Então, desencoraja a negar minha natureza humana [pecado] e o Jesus homem seu exemplo e ensino moral. De repente O Deus entrar no barro, que gerou o homem, parece ser uma idéia absurda do ponto de vista racional. Na Terra, Deus procurou o homem em Espírito, carne, osso, palavras, olhares,... Ficamos inescusáveis.

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