Terminada as eleições, várias polêmicas continuam. Uma delas é "Tiririca" e o voto de "protesto" que elege um indivíduo sem histórico político e, através do voto na legenda, justamente políticos alvos do protesto dos eleitores do palhaço. Mas pode analfabeto ser um legítimo representante do povo?! A "justiça" entende que não.
É senso comum que o representante do povo no exercício democrático deva trabalhar para este e exercer seu mandato de modo a beneficiar o seu representado. O candidato eleito deverá coadunar seu trabalho com as aspirações do eleitorado. Tiririca teve, de modo global, e isto pode ser visto nos vídeos durante o horário eleitoral gratuito, uma plataforma de campanha baseada no humor, na sátira aos políticos: "pior n'um fica". O mal-estar é que isso virou notícia no cenário internacional. Após o fato, o Ministério Público usou o documento (uma carta redigida a mão) entregue pelo candidato questionando se o mesmo a escrevera ou não. Porque a justiça não fez o teste antes? Agora o peso de milhões de votos vem na contrabalança do processo, juntamente com todos os interesses envolvidos.
O fato é que temos uma pessoa, que muitos julgam "analfabeta", eleita pelo povo – seu representado. Povo que segue se analfabetizando pelo Estado. Porque não um "palhaço analfabeto"?!
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