segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

"Esportividade"

Nós, humanos, somos violentos. Os embrutecidos agridem fisicamente, os medrosos e hipócritas verbalizam a sua monstruosidade interior. Por isso, há pouca diferença entre os torcedores brigões e os praticantes de alguma algazarra que deprecie o adversário. Em final de campeonato fica evidente a hipocrisia de falar em "esportividade", pois o brutos, sabendo da violência simbólica que sofrerão, reagem antes mesmo dela acontecer.

Reprodução e consumo.


Onde entra o conceito diversidade tão ventilado aos quatro cantos? Não gostar da roupa de alguém e ridicularizar é uma violência simbólica. Outra coisa, a indústria cultural também aparece fortemente no quesito moda e beleza. Quem acredita que suas ideias quanto a estética são originais e/ou belas é só dar uma olhada nas suas fotos de 5 ou 10 anos atrás e perceber que estamos o tempo todo nos redemoinhos de uma alguma ditadura simbólica. "O meu guarda-roupa e seu também são ridículos", pois é preciso gerar e reproduzir insatisfação quanto a nossa imagem. Dessa forma, os ambientes midiáticos nos tornam os "personal stylists", inclusive das imagens célebres que vendem estilos e imagens a nós.Então, a reprodução se perpetua. As mulheres da imagem acima talvez não possam apelar ao quesito "étnia" a fim de manter o visual e realizar uma defesa por esse caminho. Parece que sina delas é aguentar mesmo.

segunda-feira, 25 de março de 2013




Daniel 10:12-14 – ... Desde o primeiro dia em que você decidiu buscar entendimento e humilhar-se diante do seu Deus, suas palavras foram ouvidas, e eu vim em resposta a elas. Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu vinte e um dias. Então Miguel, um dos príncipes supremos, veio em minha ajuda... Agora vim explicar-lhe o que acontecerá ao seu povo no futuro, pois a visão se refere a uma época futura". (NVI)


Daniel 10:20 “... Vou ter que voltar para lutar contra o príncipe da Pérsia, e, logo que eu for, chegará o príncipe da Grécia.” (NVI)



Como se sabe a Grécia deu origem a outra forma de concepção de mundo, principalmente no significado de "Polis". Historicamente o Ocidente divide a História em a.C e d.C., mas bem que poderia ser antes da Grécia e depois dela. Como heranças da Grécia temos o Humanismo, intelectualismo, refletidas em palavras como Filosofia, Lógica e Democracia,  esta última, que para o filósofo grego Aristóteles, em seu livro "Política", era um sistema que dava vazão ao "pensamento" das massas e a legitimação dos discursos e leis como fruto da demagogia popular, onde o poder e a culpa recaia sobre o povo, onde povo, não governando diretamente, poderia devolver aos governantes a acusação da más gestão. Sua preferência pessoal era um regime monárquico com um homem nobre, capaz e notável, auxilado por pessoas interessadas no bem da cidade, diferindo de Platão que tinha, uma visão mais "esculhambada", onde todos os cidadãos eram iguais e tudo devia ser em comum, até mulheres e crianças, "pense?", exposto em seu livro "A República", coisa que para mim, por enquanto, penso ser pai do Iluminismo cujo o pensamento era construir o paraíso do homens emancipados, uma nova Babel. A Grécia também contribuiu com a adoração a estética, ao corpo, aos esportes e gerou um novo modo de conceber, aglomerar, apaziguar e satisfazer as concepções antagônicas, trazendo uma releitura do que muitos chamam de corrupção. Desconfio quando me dizem que estamos evoluindo para sistemas melhorados. Melhores para o quê? Para quem?
Então alguém pediu perdão?! Fazer o que com nossa ira não saciada? Condenar, matar ou espancar moralmente? Um dos maiores apóstolos (Saulo, que tornou-se Paulo) era o perseguidor de pessoas que não tinham como se defender e depois foi um de seus maiores cuidadores. Bater na igreja, na escola ou na comunidade pode ser "sociologicamente correto". Mas quem lucra com isso? Pra mim ninguém.

"Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos". (2 Timóteo 4:3)


Meus professores e os livros ciências humanas apontam que a nossa atual civilização ocidental foi imensamente influenciada pela Grécia, Roma e pelo Cristianismo e, historicamente este último é a oposição, em maior ou menor grau e criou um "modus vivendi" imbricado. 


Ontem percebi que a ideologia espartana de lançar no precipício os filhos que não servem para o combate, a "Grande Fábrica", retornou. Ontem, no Brasil, o homem autorizou a "morte" de "Isaac". Ontem, no Brasil, o homem disse que é senhor de seu destino. O artigo 5º da Constituição do Brasil foi riscado. O argumento usado é acabar com o sofrimento matando o sofredor. Tal ideologia aponta que o ser humano é descartável se não for útil e de alguma forma produtivo, mesmo que emocionalmente. 

Espartanos, Nazistas e essa "esquerda vermelho-fecal", esta última que não tem nada de oposicionista, acreditam que com um bom motivo há licença para matar. Infelizmente o Cristianismo perdeu sua essência quando se misturou com tais ideologias. Ultimamente alguns lampejos de sobriedade florescem aqui a ali, um pouquinho de sal, mas esse "boi" já mostra seu fedor. Não tem jeito, vai ser coberto de moscas e larvas.