Epaminonas Bonfim

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Carta a ABU de Imperatriz

E ao Núcleo da ABU em Imperatriz, escreve:
Isto diz o jornalista (com diploma), o primeiro (secretário da ABU de São Luís) e o último (filho do casal Oliveira); aquele que tem os olhos do Gato Mestre, sorriso de Ben Afleck e barba de Hugh Jackman:

- Eu conheci a tua cidade! Como tu és receptiva e amorosa (uuuuuuu)! Tu me recebeste tão bem na casa de teu servo Epaminomas e me destes comidas (nada) saudáveis, e isto é bom!

Durante uma semana pude aprender mais sobre nossa missão - ou não! Vi como realizas as reuniões e como fazes aliança com pastores e igrejas. Vi como se portas diante de trabalhos como ação social.

Digo a ti, servo Epaminomas: tu és carteiro, mas rico - pelo menos em relação a lipídios, glicídios, carboidratos, livros e patrocinadora oficial da Champions League! Digo mais: eis que em tua casa há uma porta que quando fecha, ninguém abre, e quando abre, não vacile praibói, não deixa fechar novamente!

Oh ABU de Imperatriz! Tu tens um bom gosto musical; escutas coisas leves (Bride, P.O.D., Pearl Jam, Metal Nobre, Oficina G3) e às vezes coisas normais (Brooke Fraser, Hillsong, Vineyard, Vencedores por Cristo).

Como me recebeste em tua cidade, também te receberei em minha terra - ou não! Mas tenho contra ti algumas coisas: pares de escutar Luís Miguel! Procures dormir mais cedo, e ores para o clima melhorar, pois pense num lugarzinho quente e sem vento - é tão calorento, que quando passava nas ruas, as árvores estavam se abanando!

Eis que volto sem demora (antes de IPL)! Guarda o que tens para que nenhum te roube, abestalhado! Ao que vencer (Flamengo, Palmeiras ou São Paulo) será campeão, além de ir para a Libertadores!

Quem tem ouvidos ouça o Mp3 - mas com parcimônia!

P.S.: Neozãããão!!!!!!!!!!!!

domingo, 18 de outubro de 2009

Mastigando o já engolido

''A aliança está acima dos sentimentos'';

''As minhas ações são reflexos dos meus pensamentos'';

''Não fazer só o prazeiroso, o necessário vem primeiro'';

''Ninguém cresce sem crise, nela amadurecemos'';

''O Evangelho é vivido no comum, no dia-dia'';

''O Evangelho é um prazer do Espírito Santo e do nosso espírito";

"O grau de comprometimento é medido na adversidade'';

"Compromisso é o resultado da escolha que se faz";

"As chances de sucesso são diretamente proporcionais ao comprometimento";

"Não deixe o diabo e muito menos sua natureza pecaminosa roubar-lhe a obediência";

"O amor que gera mudanças é uma disposição da mente, um ato da vontade. Não é um contemplar de emoções. É um exercício de ações fundamentadas em um caráter equilibrado";

O que é viver? É Cristo;

"O que é ser Cristão? Vou conhecendo a Cristo e aprendo a cada dia";

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Lectio Divina


Ler as Sagradas Escrituras usando apenas os critérios do intelecto ou um raciocínio psicológico sem obter uma explicação voltada ao nosso cotidiano, é não sentir e experimentar o fundamental. Também não ler como o questionador e aprendiz do Senhor, é fazer o que vou chamar de "análise seca". É observar o rio sem provar. É não entrar na água.

Lembro-me de quando criança via outros garotos que pulavam do cume das árvores nas águas de riachos. Observava com desejo ter a mesma coragem de fazer o mesmo. Até arrisquei (a vida!) algumas vezes, mas sempre com algum comedimento. Aqueles meninos não olhavam para a dificuldade. Tinham em mente o prazer de sentir a liberdade como os pássaros nas águas em busca de alimento. Provavam do prazer de estarem vivos e isso era natural. Mergulhavam pelo prazer de viver. Aqui não defendo que façamos loucuras igualmente crianças soltas ao léu. Enfatizo o prazer e a alegria que as crianças têm em praticar o seu ofício - brincar. Dessa mesma forma a Bíblia deve formar um prazer ao seu leitor. Um mergulho de crianças.

Ler as Escrituras somente "passando os olhos" e/ou apenas entendendo de maneira a não haver aplicabilidade no cotidiano de nossas vidas é como ver o rio. É não provar a água, não sentir os pés tocando a areia abaixo. Sabemos que existe um "rio subterrâneo" abaixo do rio que emerge. Esse é o rio principal. O que vemos é derivativo desse primeiro. Quem faz uma análise bíblica sem levar em consideração a vida que a Bíblia produz no interior da terra de nossos corações pode estar bebendo (lendo) outra coisa que não seja água. Pode estar comendo "terra" pensando ser "pão". A Palavra é pão. Deve-se "comê-la". "Mastigá-la." Sentir o "sabor e a textura" desse alimento. Deve ser "engolida" e em meditação é digerida. Entranhada no corpo.

O fundamental não é ler as Escrituras. Isso é implícito à vida cristã. Todo autor tem um objetivo ao escrever. Quer atingir seu leitor de alguma forma. Transmitir algo. Deixar algo com ele. Por isso, o primordial está em "como ler". Isso faz toda a diferença. Produz mudança. Entendemos o que realmente significa isso? As Escrituras Sagradas tem por objetivo serem vividas durante os intervalos entre uma leitura e outra. O leitor deve ter um comportamento de ouvinte - aluno. "Lectio", "meditatio", "oratio" e "contemplatio". Metanóia. "Lectio Divina"!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Dos concursos, Taylor e nós

Mérito e o Monstro (O Teatro Mágico)
Composição: Fernando Anitelli

O metrô parou
O metro aumentou
Tenho medo de termômetro
Tenho medo de altura
Tenho altura de um metro e tanto
Me mato pra não morrer
Minha condição, minha condução
Meu minuto de silêncio
Os meus minutos mal somados
Sadomasoquismo são
Meu trabalho mais que forçado
Morrendo comigo na mão


Hoje o chicote na mão do carrasco chama-se meta. Até na igreja esse "diabo" está presente. Ainda bem que Taylor já morreu há muito tempo. Senão esse infeliz teria inventado mais um monte de métodos de controle. Até uma boa parte dos assassinos produzem vítimas em série!!! Chamamos de serial killers esses operários da morte. Indústria do crime!!! Nãããã

Lembro-me de Chaplin em "Tempos Modernos". O trabalhador fica louco em prol da riqueza (não a dele). Lembro-me do filme "Um Dia de Fúria" que um "filho do caos" sai louco pela cidade porque tudo em sua vida "foi pelos ares" e então decidiu barbarizar. E quantos homens não meteram bala na cara de alguém? Tudo porque nos vendemos a um sistema opressor e mesquinho. Estamos vendidos.

O "brabo" é que tem um monte de gente esses dias a perguntar quando será a nova compra!!! É preciso uma seleção pra se vender. Aproveitem, "se valorizem" nesses últimos dias!!! Um colega de trabalho depois de um acidente tá fazendo "reciclagem". Meu Deus!!! Depois de usados viramos "lixo". O jeito é melhorar a mercadoria e procurar um comprador melhor.

sábado, 29 de agosto de 2009

Falência e Graça

Desejar ser, fazer, realizar
Tornar-se excelência – a destreza
Crer e realizar
Sonhar e acontecer
Sonhos da mente e paixão do coração
Mas...

Deparamos com um certo alguém
Que vê falhas em tudo e tem medo e timidez
Sempre cansado mesmo após uma noite em descanso

Um sonho de grandeza em ser pequeno com espaço de apenas um único sonho – DEUS
O sonho de ver o mundo rir e as lágrimas possuírem apenas a direção do "chão de alegria"
Quando o mundo verá a maior das belezas – o olhar de DEUS.
E sei que meu trabalho contribui
Mas...

Fragmentação em muitas demandas
Desnorteando do foco.

A alegria de ser mesmo não completo, ainda
Viver a tranqüilidade do hoje – "amadurescência" feliz
Ouvir uma voz tranquila e doce em mim – quase eu de tanto em mim!
Alegria dominante conformada pelo calor do Espírito

Mas...

Ainda não é, não movente
Só a falência do EU no desejo de ser dEUs
Como tendo um pé nas nuvens e outro na lama!
Com a justiça mesquinha e aparente – zelosa e suja
Não querendo mudar – falido e orgulhoso

O "eu" que matou o ''EU"
O "eu" que deseja o MEU SENHOR
REI que salva-me das mazelas de meu ser
Que apagas a dor de minh'alma
Obrigado, não tenho como retribuir.
Só tenho um "mas" que por favor perdoe-me sempre.
Óh! Gracioso, use tua misericórdia sobre mim – Graça.
E os "mas" não mais terão sentido em minha vida.

Mas...
Aleluia!
Aqui repousa o Sangue de Cristo
sobre todos os pecados.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Missão estudantil

Evangelizar atrapalha sua vida?

Tendo, pois, Maria chegado aonde Jesus estava, e vendo-o, lançou-se aos seus pés, dizendo-lhe: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. Jesus pois, quando a viu chorar, e também chorando os judeus que com ela vinham, moveu-se muito em espírito, e perturbou-se. E disse: Onde o pusestes? Disseram-lhe: Senhor, vem, e vê. Jesus chorou. Disseram, pois, os judeus: Vede como o amava... E, tendo dito isto, clamou com grande voz: Lázaro, sai para fora. [João 11.32-36;43 ARA]

O livro João caracteriza-se principalmente pela observação do amor de Deus. São páginas carregadas de sentimentos de compaixão, misericórdia e amor. O trecho acima, em que Jesus sofre ao ver o sofrimento alheio deixa isso muito claro. Ele se importou com as pessoas. Não ficou indiferente. Jesus sofreu e agiu? E você o que tens feito hoje?

Dentro do campo missionário estudantil alguns cristãos, ao convidarem outros colegas também cristãos para evangelizar, tem ouvido muitas "desculpas" descumprindo em suas vidas o chamado da Grande Comissão – o ide de Jesus, o Messias. Assim as respostas são as mais variadas e criativas: não posso, estou com dor de cabeça, cheguei agorinha no campus, tenho que ir lanchar, não estou com 'cabeça' agora, tenho vergonha, etc. A campeã, a mais chata e revoltante é: estou estudando para concurso. O indivíduo não estuda no tempo que deveria e depois que tomar o tempo que deveria dar a Deus! Ora, lembremos que para evangelizar não precisamos "fazer um culto" dentro do ambiente da escola ou campus, simplesmente pregar a Palavra de Deus.

Existem "n" formas de levar o Evangelho às pessoas e, dizer "não posso" com "desculpas esfarrapadas" é o mesmo que afirmar que evangelização vai atrapalhar suas atividades. Isso reflete o nível de organização que essa pessoa tem. Porque a primeira obrigação de um cristão é fazer a vontade de Deus e, isso inclui cabalmente o Kérigma (pregação, anúncio), a diaconia (serviço) e a martiria (testemunho). Saiba, todo crente tem o seu sacerdócio dado por Deus! Ou será que durante o seu tempo estudantil ninguém nem mesmo saberá que você é cristão?

Um cristão "esquivante" está na verdade desobedecendo a Deus! Pergunte-se: o que eu tenho feito pelo Reino de Deus? O que tens em tuas mãos a apresentar ao Senhor? Saiba que a tua omissão revela a importância que tens dado ao chamado de Deus para sua vida. Então, evangelizar atrapalha sua vida? E a consciência cristã? A vida do cristão que não evangeliza é uma farsa. É displicente com o "ide" de Jesus e, assim mostra, na sua vida, o reflexo da importância dos outros mandamentos de Deus. É omisso. A omissão é pecado!

Você está evangelizando seus colegas de sala? E seus amigos da sua vizinhança? O que é consciência? Você tem isso?. Água parada gera doença! E aí, você quer ficar parado vendo as multidões com sede e deixá-las sem a água da vida – Jesus? Ou evangelizar atrapalha sua vida? O cristão é como ele reage1. Pense nisso.

1 - Fernando Costa – obreiro da ABUB na região Norte.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Crer é também pensar [Stott]

Muitos têm zelo sem conhecimento, entusiasmo sem esclarecimento. Em outras palavras, são inteligentes, mas não têm orientação [pg. 7]. Assim, parafraseando Romanos 10:2, inicia John Stott o seu livro "Crer é Também Pensar". Stott faz um convite ao abandono do "Cristianismo de Mente Vazia", expressão que nomeia o capítulo primeiro do livro. O lord expõe com maestria e em poucas páginas o sonhado equilíbrio entre a fé e a razão.
O anti-intelectualismo no combate ao intelectualismo. O caminho do "coração que foca as energias" em um sentido que não conhecido. Como uma mangueira emitindo um forte jato de água que não tem alguém que a conduza. Tudo porque o "conhecer produz soberba". Ou os excessos dos pensadores, por outro lado, os tornam tão "engessados" quanto os sobreviventes de um acidente. Vêem, cheiram. Estão vivos e lúcidos, mas não produzem nada. Portanto, estão como que mortos. Mas o foco do autor é explicar que um dos fundamentos do viver cristão é usar a mente – o dicernir.
Stott aponta três resultados do anti-intelectualismo: o ritualismo com sua frieza e apatia, o radicalismo da ação social com o assistencialismo sem as mudanças internas no coração e o enfoque somente na experiência gerando os arrebatamentos de sentidos, como "eu senti", com aberrações que produzem outra coisa que lembra os cultos pagãos.
Mas que relação tem o pensamento com a fé? É a fé algo sem lógica, sem explicação? Através da exposição de II Coríntios 10.4-5 o autor enfatiza uma batalha de idéias, a verdade de Deus vencendo as mentiras dos homens [pg. 12]. Menciona em Gênesis 2 e 3 o homem comunicando-se com Deus. O "entendimento" é uma peculiaridade do homem, portanto não deve ser ignorado. Fazê-lo é diminuir a obra de Deus. E a Queda do homem não o exime da responsabilidade de pensar. Desculpa muito utilizada na ênfase à emoção, mas já que o lado emocional da natureza humana está igualmente decaído [pg. 16] as experiências emocionais não representam um significativo conhecimento da pessoa de Deus.
Então como é resolvido o impasse? O homem ao entender a pregação recebe em si a fé. Entendo na exposição de Stott que esta nasce mediante a compreensão da Palavra. Tudo porque Deus se revela de três formas: na Natureza, na Escritura e n'Ele mesmo. O ápice da revelação se dá na pessoa de Jesus. Este que reúne, em si, essas maneiras anteriores, pois viveu como homem carnal [máxima expressão da natureza], e é o Verbo de Deus [o Evangelho é o próprio Cristo] e também O Filho de Deus [o caráter de Jesus é idêntico ao do Pai]. E a percepção da revelação é uma atividade da mente. Um ato racional segundo o autor.
A revelação está "escancarada" ao olho humano. Mas este a ignora. Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar aos que crêem, pela loucura da pregação [I Coríntios 1.21]. O criador foi insultado pelo homem que recebera de Deus a capacidade de percebê-lo – conhecê-lo. Mas pecou e deu mais ênfase ao querer a compreender a si mesmo a partir do estudo da Natureza, e não do projeto original de Deus. Então o amor de Deus transformou em loucura o insulto da sabedoria humana. Mas eu vejo que o Espírito Santo possui um papel fundamental nesse processo. Não como um "lavador de mente", sim um agente de arrependimento e transformação na decaída consciência humana. Uma transformação de mente que resulta em mudança radical que se refaz pelo pleno conhecimento segundo a imagem daquele que o criou [Colossenses 3.10].
Para Stott o caminho do cristão é chegar a pensar igualmente como Deus. Então o culto, a fé cristã, a santidade cristã, a direção cristã, a evangelização e o ministério cristão estarão segundo a vontade de Deus porque a criatura, de fato, entenderá o Criador. Este processo é muito laborioso e, enquanto isso não ocorrer, ao meu entender seremos apenas feiosas caricaturas procurando exibir ao mundo o caráter de Deus. Eu creio na proposta mente e sensibilidade juntos no caminho da reconstrução do ser humano. Pensar é extremamente importante. Stott não convida ao abandono as experiências do "sentir". Apenas menciona que esse não deve ser o foco. O livro é realmente desafiador.